7 de setembro de 2017

Especial Semana da Pátria | 7 nacionais de fantasia que estão na minha lista

O SI&F está com ritmo reduzido, mas hoje é 7 de setembro e com a Bienal Internacional do Livro acontecendo no Rio de Janeiro, a data não podia passar em branco. Assim, decidi reunir uma lista com 7 livros nacionais que estão na minha lista de leitura e de desejados.

Ano passado eu já tinha feito algumas recomendações, e claro que elas ainda estão valendo (você pode encontrar ainda mais recomendações na tag Literatura Nacional), mas hoje eu queria focar nos lançamentos mais recentes.


Então aqui vão 7 livros que estão na minha lista de leituras, ou na lista de desejados:

1 | Guanabara Real: A Alcova da Morte



Sinopse: Brasil, 1892. Durante a noite de inauguração da estátua do Corcovado, um horrendo crime toma de assalto a alta sociedade carioca. Para resolver o mistério, a investigadora particular Maria Tereza Floresta, o engenheiro positivista Firmino Boaventura e o dândi místico Remy Rudá terão de se embrenhar numa perigosa trama de poder e corrupção. O que parece mais um caso, aos poucos se revela um plano que põe em risco o futuro de todo país e para impedi-lo, a agência de detetives Guanabara Real terá de usar toda a sua perícia para solucionar os enigmas tecnológicos e os mistérios arcanos da sangrenta Alcova da Morte!
Uma trama de investigação policial. Um enredo de ficção científica. Um crime de horror sobrenatural. Três autores, Três heróis, em um Rio de Janeiro que nunca existiu! (Fonte: Skoob)

Escrito por Enéias Tavares, Nikelen Witter e A. Z. Cordenonsi, o livro mistura investigação policial, ficção científica e terror, e a sinopse ainda promete um elenco de personagens bem interessante. O tipo de mistureba de gêneros que eu adoro. E ainda tem um episódio no podcast Curta Ficção em que os três autores comentam como foi o processo de escrita do livro, que me deu ainda mais vontade de ler e é bem interessante para escritores.

1 de setembro de 2017

Livros Nacionais & Independentes | Shimandur: A cidade da chuva

Shimandur: A cidade da chuva, de Caio Alexandre Bezarias, é uma fantasia inspirada na forma como São Paulo administra seus cursos d’água. Conheça o livro:

Título: Shimandur: A cidade da chuva
Autor: Caio Alexandre Bezarias
Ano de publicação: 2015
Editora: Devir Livraria
Número de páginas: 160
Adicione: Skoob | Goodreads
Sinopse: Uma cidade amaldiçoada pela chuva. Em Shimandur a água, fonte da vida, desperta poderes mágicos escondidos no solo para trazer caos e morte. A cidade que um grupo de adolescentes quer libertar da maldição que esmaga a vida de todos. Shimandur é a maior, mais rica e poderosa cidade do Valesh, o continente meridional do mundo fictício desta narrativa de fantasia urbana. Mas essa metrópole é conhecida e citada menos por seu poder e riqueza, do que ser terrível e fabulosa. Uma cidade repleta de magia e de magos, em um mundo em que a magia tornou-se escassa, temida e admirada. A cidade amaldiçoada. O lugar em que água da chuva, ao tocar o solo carregado de manah — a misteriosa força primordial, “o sangue, a essência do universo” — convoca milenares torres gigantes das profundezas da terra para rasgar as ruas, destruir e esmagar, transforma cadáveres e ossadas de animais em monstros sanguinários. Uma cidade em que um festival de horrores e morte sempre retorna a cada tempestade ou chuvisco. Assim é há mais de cem anos. Alex e seus amigos sobrevivem em Shimandur, não mais suportam suas vidas e sua cidade e querem que tudo seja diferente. Uma noite, em uma taverna decrépita encontram Charles, um estranho músico que diz saber como atingir a Torre Máxima, o centro da Floresta dos Pesadelos Encarnados, de onde, conta-se nas ruas, parte a maldição que castiga a Cidade da Chuva. Uma história de fantasia sobre a busca por viver sem medo e o que acontece a um povo que trata a água e o mundo natural com desrespeito.

29 de agosto de 2017

Conto gratuito | Vermelho

Título: Vermelho
Data de publicação: 30/07/2017
Gênero: Fantasia urbana
Tipo de história: Conto
Sinopse: Três vezes Julia foi à sua lanchonete favorita. Três vezes choveu. E três vezes ela viu a mesma mulher, de casaco preto e guarda-chuva vermelho.




Leia o conto



Vermelho está disponível para leitura no Sweek, e está participando do concurso de microcontos #Menosémais. Em breve estará disponível em outras plataformas também.

Vermelho


Julia desviou o olhar do croissant de chocolate e estudou a rua através do vidro lavado. Tamborilou os dedos na mesa. Será que ele ainda ia demorar muito? Tomou um gole de Coca e olhou para uma mulher que passava, abrigada debaixo de um guarda-chuva vermelho. Tão vermelho quanto a lata de Coca…
O vulto escuro deslizou pela rua molhada, voando na direção de Julia. O baque abafou o grito dela, e também os das outras pessoas. O vidro balançou na moldura.

25 de agosto de 2017

Novo Projeto | Os amantes de histórias

Título: Os amantes de histórias
Data de publicação: 24/07/2017
Gênero: Fantasia
Tipo de história: novela
Sinopse: Há algum tempo, Aurus descobriu uma casa abandonada em um bairro perto do centro de Maratz. Sempre teve curiosidade em decifrar a história de sua dona, Zanesha, mas isso sempre foi deixado para depois em meio ao tanto de problemas com que ele tem de lidar. Até que ele encontrou a chave, que parece ligar a história de Zanesha à de oura casa abandonada. Esta outra casa parece conter as respostas para as questões que tanto o intrigaram, assim como uma história tão interessante quanto, além de guardar alguns objetos mágicos. A combinação perfeita para despertar a curiosidade de Jilliane, sua namorada, que adora segredos e mistérios. No entanto, eles descobrem que há muitas pessoas interessadas no segredo desta casa, e que há um motivo para ela ter permanecido abandonada por praticamente cem anos.

Leia Os amantes de histórias



Os amantes de histórias – Capítulo 1


As garrafas de refrigerante tilintavam dentro da sacola, quebrando o silêncio da rua estreita e vazia. Não importava a maneira como segurava a sacola: Aurus não conseguia fazer com que parassem de tilintar.
Mas não tem importância, disse para si mesmo. Boa parte dos prédios estava salpicada pelos quadrados amarelos que eram as janelas, por isso estava todo mundo em casa. Só restavam apagadas as janelas dos apartamentos que estavam vazios e daqueles que pertenciam a pessoas com negócios noturnos — negócios que não envolviam assaltar logo ele, que tinha gastado suas últimas moedas com duas garrafas de refrigerante.

Sobre


A ideia para Os amantes de histórias surgiu há aproximadamente dois anos. Era, de início, um conto, que foi publicado no Wattpad em uma comemoração do SI&F para o dia dos namorados. Foi também um conto um tanto experimental, pois eu fiz duas coisas que eu raramente fazia: escrever em primeira pessoa e escrever sobre um casal fazendo coisas românticas (porque, embora existam casais nas minhas outras histórias, não há cenas em que esses casais fazem coisas românticas).

23 de agosto de 2017

Aviso: sobre o SI&F no 2º semestre de 2017

Se você é um seguidor assíduo do SI&F, deve ter percebido que o blog ficou parado por algum tempo (e se você é assinante da newsletter, deve ter percebido que a edição de julho não veio). Tanto que nem comemorei o aniversário do SI&F esse ano (tinha se tornado hábito fazer um especial e dar um presente para os leitores).


Foram vários os motivos do abandono. Um deles é que, embora o sistema de organização que eu adotei tenha funcionado para o SI&F, não funcionou para todo o resto. Acontecia que eu ficava boa parte do dia trabalhando nos posts e, no final, não sobrava muito tempo para escrever, e nem muito pique. E, embora o SI&F seja parte da minha profissão, não adianta muito manter o blog atualizado e não escrever nada.

E tiveram alguns problemas pessoais que acabaram me deixando cansada e tomavam grande parte do meu dia. E, conforme eu disse acima, não dá para dar conta de tudo. Nesse semestre, acabei largando a faculdade (que está trancada agora, mas não sei se tenho intenção de voltar ao curso, já que não gostei dele) e, logo depois, o blog.

14 de junho de 2017

O que eu aprendi com o Camp NaNoWriMo em abril de 2017 - Parte 2

Continuando a lista da semana passada, aqui vão mais algumas coisinhas que aprendi sobre o meu processo de escrita durante o mês de abril.


Leia também:

1. Finalmente entendi porque o NaNoWriMo funciona tão bem para o meu processo de escrita

Apesar de ter vencido o NaNo apenas uma vez, sempre achei que o mês de escrita insana funciona muito bem para mim. Eu achava que era porque eu tenho uma produtividade diária mais ou menos semelhante à meta de 1667 palavras por dia, e gostava do exercício de criar o hábito da escrita e vencer a procrastinação que é parte da proposta do NaNo.

Tem um minuto? Responda à pesquisa de público do SI&F!

Isso tudo é verdadeiro para mim. Mas o NaNoWriMo também propõe escrever primeiro e editar depois, e eu percebi que é justamente por causa dessa parte (mais que por causa das demais) que o NaNo se encaixa tão bem no meu processo de escrita.

E isso é porque eu não consigo escrever frases boas de primeira. Claro que há exceções, mas muitas vezes me pego escrevendo uma frase de qualquer jeito, só para colocar a ideia no papel e poder seguir com a história, e depois, no dia seguinte (às vezes sem que eu esteja de fato escrevendo) me vem a versão melhorada dessa frase. Às vezes, ela surge na revisão, ou em qualquer outro momento aleatório.

12 de junho de 2017

Resenha | Dois lados, duas vidas

Título: Dois lados, duas vidas
Autora: Karen Alvares
Ano de publicação: 2015
Editora: Independente
Número de páginas: 52
Compre: Amazon
Sinopse: “Eu sabia que você iria voltar.”
Você é capaz de perdoar? E de perdoar a si mesmo?
Vivian e Gabriel se encontram, desencontram e se perseguem por toda uma vida – ou vidas. Os dois provam intensamente o amor, a dor e o ódio. Em Alameda dos Pesadelos você conheceu a história de Vivian. Agora você pode conhecer a de Gabriel.
Nos dois contos de Dois Lados, Duas Vidas Vivian e Gabriel revelam outra parte de suas vidas.
Toda história tem dois lados. Está na hora de conhecê-los.
Dois lados, duas vidas reúne dois contos spin-off de Alameda dos Pesadelos. Sendo assim, é importante ter lido Alamenda dos Pesadelos antes de apreciar os contos, pois eles trazem spoilers dos livros.

Do outro lado narra um dia da vida de Vivian e seu namorado, Joshua, quando os dois decidem aproveitar a praia — isso sob o ponto de vista de Vivian, em primeira pessoa. Assim, o conto foca em alguns pormenores desse dia e nos pensamentos e sentimentos que Vivian tem a respeito, depois de passado o acidente.

Tem um minuto? Responda à pesquisa de público do SI&F!

Como Vivian narra esses momentos em retrospectiva, como se os relembrasse depois de passado o acidente, isso adiciona um toque interessante ao conto. Vez ou outra temos ela conversando com Joshua em meio à narrativa, o que transmitiu seu pesar pela morte dele, além de ter adicionado tensão ao conto, envolvendo o leitor ainda que este já soubesse o que estava por vir.