6 de outubro de 2013

Tag: 10 livros favoritos

Fui indicada nesta tag pela Luana, do blog Bisbiblogando. Mais uma vez, agradeço pela indicação!

Regras:

  • Citar 10 entre seus livros favoritos;
  • Indicar 10 blogs para responder à tag e avisar os blogs indicados;
  • Citar o blog que o indicou.


Como já fiz um post citando as dez sagas de que mais gosto, desta vez decidi citar os livros individualmente, indicando os livros de que mais gosto em uma série ou livros únicos. Indico fortemente a leitura de cada um deles.

Harry Potter e as Relíquias da Morte — J. K. Rowling


É o último livro da saga Harry Potter. Gosto mais dele do que dos demais da saga pois é aquele que tem mais ação e mistério. É também aquele que mais foge à estrutura dos demais volumes, que compreendiam, cada um, um ano de Hogwarts. Além disso, ele explora muito bem o passado de alguns dos personagens, especialmente Dumbledore (sobre o qual muito pouco sabíamos nos outros volumes).

O Temor do Sábio — Patrick Rotfuss


É o segundo volume da trilogia A Crônica do Matador de Rei. Embora a trilogia possa funcionar como um volume único, pois a história é contínua, em vez de ser dividida em diversas tramas, eu gostei mais de O Temor do Sábio. Kvothe deixa a universidade por algum tempo e conhecemos outras partes do mundo criado pelo autor, como os estranhos costumes dos nobres de Vintas e a cultura do Ademre — que achei muito interessante conhecer, pois eu nunca imaginei que um escritor pudesse imaginar uma cultura tão distinta da nossa!

Elantris — Brandon Sanderson



Fiquei em dúvida para decidir se gostava mais de Elantris ou de A Crônica do Matador de Rei. Por fim, coloquei A Crônica do Matador de Rei em primeiro lugar pois Kvothe é meu personagem favorito. Mas Elantris é um daqueles livros que é impossível largar — e como eu tenho que largar, pois é um livro grande e não posso lê-lo ininterruptamente (a não ser que deixe de lado todas as minhas demais tarefas), passei o resto do tempo em que não lia pensando na trama, me impressionando com as surpresas e criando teorias para os mistérios propostos. Os personagens, também, são muito interessantes e muito bem explorados, em especial os três protagonistas, Sarene, Hrathen e Raoden. Além disso, achei muito interessante a maneira como o autor misturou política e religião, tornando a história mais real. Leia a resenha do livro para saber mais.

Brisingr — Christopher Paolini




Brisingr é o terceiro volume do Ciclo da Herança. É difícil explicar por que gosto deste livro em particular. Provavelmente porque vimos um pouco de amadurecimento por parte de Eragon e Saphira, ou porque foram revelados alguns segredos importantes. Também é quando se inicia, verdadeiramente, a batalha contra Galbatorix.

A Tormenta de Espadas — George R. R. Martin



A Tormenta de Espadas, o terceiro volume das Crônicas de Gelo e Fogo, é certamente aquele em que há mais ação — e mais mortes. É daqueles livros que faz você querer saber o que vai acontecer com um personagem, mas ele interrompe para contar o que está acontecendo com outro personagem, e você novamente fica ansioso para saber o que esse outro personagem fará em seguida, então o capítulo termina e somos apresentados a outro personagem… Resumindo, é quase impossível largar o livro, ainda bem que o li em minhas férias de julho (no ano passado).

O Filho de Netuno — Rick Riordan




O Filho de Netuno é o segundo volume da saga Heróis do Olimpo, e, até então, meu favorito. Embora Percy não seja nenhuma novidade, conhecemos o Acampamento Júpiter para semideuses romanos, e eu gostei mais desses novos personagens, Hazel e Frank, do que de Piper e Jason, apresentados no volume anterior.

A Maldição do Titã — Rick Riordan



É o terceiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos, e é meu favorito porque conhecemos Thalia. Além disso, temos novos semideuses (apesar do que aconteceu com eles), e eu gostei bastante da trama deste livro, falando sobre a maldição de Atlas e mostrando um pouco mais dos objetivos de Cronos.

Anjos e Demônios — Dan Brown




Eu gostei de todos os livros de Dan Brown que li até agora. Gosto da maneira como ele cria enigmas, misturando na trama história, simbologia e ciência, e de como ele narra a história em um período de poucas horas, alternando capítulos de ação, de decifração de enigmas e de flashbacks, para conhecermos melhor os personagens. Em Anjos e Demônios, contudo, isso é muito mais forte, e além disso o livro aborda um tema que, embora já longamente discutido, esteve sempre presente em nossa realidade: a rivalidade entre religião e ciência.

A Luneta Âmbar — Philip Pullman



É o último volume da trilogia Fronteiras do Universo. Embora continue contando a história dos dois volumes anteriores, neste conhecemos novos mundos, e vemos mais ação e perigo. Acompanhamos o amadurecimento de Lyra e Will, que estão se tornando adultos e cujos dimons estão prestes a assumir suas formas definitivas. E o final foi muito original, e eu respeito muito a decisão feita por Lyra e Will, colocando as necessidades de seus mundos acima daquilo que eles mais queriam.

Mau Começo — Lemony Snicket




Mau Começo é o primeiro dos treze volumes que compõem a série Desventuras em Série. Certamente, o autor tem uma maneira muito diferente de escrever, a todo o momento nos desencorajando a continuar a leitura — o que só nos deixa mais ansiosos para terminar o livro. É muito difícil não ler o livro inteiro de uma só vez.

Blogs indicados:

  1. Um livro e nada mais
  2. Versão Literária
  3. Cantinho Literário
  4. Criticando por aí
  5. Da imaginação à escrita
  6. Fome de Livros
  7. Lendo e Esmaltando
  8. My Queen Side
  9. Vícios em Três
  10. Meus Livros Preciosos


3 de outubro de 2013

Opinião: Os Contos de Beedle, o Bardo

Os Contos de Beedle, o Bardo é um livro extra da saga Harry Potter, muito mencionado na saga, especialmente no último livro, As Relíquias da Morte. O livro reúne cinco histórias infantis do mundo bruxo, com alguns comentários bem interessantes de Alvo Dumbledore.

PS: esse artigo pode conter spoilers dos últimos volumes da saga Harry Potter.

O que achei mais interessante de observar nas histórias é que, embora sejam histórias curtas com enredos simples, falam sobre muitas das coisas que foram citadas ao longo da saga: a impossibilidade de se tornar invulnerável, mesmo com o uso da magia, e a impossibilidade de escapar da morte.

Dentre as histórias, as que mais gosto são A Fonte da Sorte e O Conto dos Três Irmãos.

A Fonte da Sorte narra a jornada de três bruxas e um cavaleiro trouxa até uma fonte cujas águas são milagrosas, desde que a alcancem até o pôr do sol. O que achei interessante nesta história é que a jornada até a fonte, e não a própria fonte, em si, foi o que resolveu as angústias das bruxas e do cavaleiro. Eles não sabiam que a fonte não era mágica. Ao passarem pelos desafios, elas se livraram daquilo que mais lhe afligiam: Amata teve de se livrar de todas as lembranças de seu antigo amante, e ao chegar à fonte, percebeu que na realidade nunca gostara desse homem. Asha, por sua vez, foi curada de sua doença por Athelda, e também não precisava da fonte. Athelda, porém, percebeu que, por ser capaz de curar a doença de Asha, poderia ganhar muito dinheiro, e se absteve de tocar a fonte. O cavaleiro então se banhou, e vendo que alcançara um feito que era para poucos, passou a acreditar em si mesmo. A mensagem que esta história nos passa é importante, e bastante interessante: você não precisa de uma fonte mágica para resolver seus problemas, é capaz de resolvê-los sozinho; basta acreditar em si mesmo.

O Conto dos Três Irmãos fala sobre a impossibilidade de escapar da morte. Ao construírem uma ponte para atravessar o rio, em vez de se afogar nele, os três deixaram a Morte zangada. Esta, porém, resolveu enganá-los, oferecendo-lhes presentes. O primeiro pediu uma varinha invencível, o segundo, uma maneira de ressuscitar aqueles que haviam morrido e o último, percebendo que a Morte tentava enganá-los, pediu uma maneira de sair dali sem que a Morte o seguisse, e ganhou uma capa de invisibilidade. A Morte enganou os primeiros dois irmãos, sendo que o primeiro foi morto por alardear que sua varinha, e consequentemente ele, eram invencíveis, e o outro se suicidou, pois aqueles que tentava trazer de volta à vida não estavam vivos, eram apenas impressões destes. O último, porém, utilizou sua capa para se esconder da Morte por muitos anos, até perceber que sua hora havia chegado. Devido a isso, teve uma vida e uma morte muito pacífica.

A mensagem passada pela história é clara: nem mesmo com toda a magia do mundo seria possível ressuscitar alguém — o máximo que se pode fazer é tentar adiar a morte, como fez o terceiro irmão. A história, porém, também fala de outras coisas. A varinha das varinhas, por exemplo, não era totalmente invencível. Foi possuída por muitos bruxos gananciosos, sendo que um vencia o anterior, muitas vezes chegando a matá-lo. Em minha opinião, não é a varinha que faz o bruxo invencível (ou pelo menos muito habilidoso, uma vez que também não é possível se tornar invulnerável, como abordado em outras historinhas), mas sim o próprio bruxo, se ele se empenhar nos estudos e praticar muito, ainda que tenha uma varinha comum. Quando à pedra, há, novamente, a mensagem de que não é possível reverter a morte — e que não vale a pena ficar pensando naqueles que se foram, mas sim aproveitar a sua vida.

A capa é o item mais interessante dentre todos, em minha opinião. Certamente me seria muito útil, assim como foi para Harry, e também não trouxe o tanto de confusão que a varinha das varinhas causou. É uma relíquia muito mais segura.

Outra coisa que acho interessante mencionar é que, em seus comentários sobre essa história, Dumbledore mencionou que a varinha das varinhas nunca teve uma dona, até onde se sabe, e que devemos tirar disso o que quisermos. Não sei qual foi a intenção da autora, realmente. Talvez ela quisesse que tirássemos nossas próprias interpretações. Em minha opinião, eu não precisaria de uma varinha especial para me tornar invencível; minhas próprias habilidades é que me tornariam invencível (ou ao menos chegariam perto disso). Ademais, uma habilidade não pode ser roubada, apenas adquirida, de forma que não faria sentido alguém me matar para possuir essa habilidade. Ao contrário de uma varinha invencível. Ela pode ser roubada, e se for, seu antigo dono deixará de ser invencível. Treinar para possuir maior perícia em magia é mais difícil que roubar uma varinha, entretanto, é mais garantido.

Na própria saga muitos cometeram esse erro. E também o erro de acreditarem que para possuir a varinha era necessário matar seu dono anterior. A varinha das varinhas foi tomada de Grindelwald por Dumbledore, quando este o venceu, acabando com o reinado desse bruxo das trevas. Então, em O Enigma do Príncipe, Draco Malfoy desarmou Dumbledore na Torre de Astronomia, tornando-se, sem saber, o dono da varinha das varinhas. Harry desarmou Malfoy em As Relíquias da Morte, e se tornou o dono da varinha. Voldemort, porém, pensou que Snape era o dono da varinha, por ter matado Dumbledore, e que teria sua posse se matasse Snape.

Na saga, novamente, aparece a mensagem: nenhum tipo de magia pode nos tornar invencíveis, ao contrário do que Voldemort pensava. Criar seis horcruxes e procurar a varinha das varinhas não impediu que ele morresse no final.


Eu já mencionei que, caso pudesse possuir uma das Relíquias da Morte, gostaria de ter a capa. E vocês? Comentem: se lhes fossem oferecidas as Relíquias da Morte, e tivessem de escolher uma, o que gostariam de ter?

Resenha | Dezesseis Luas


Título: Dezesseis Luas (Beautiful Creatures #1)
Autoras: Kami Garcia, Margaret Stohl
Ano de publicação: 2010
Editora: Galera Record
Número de páginas: 490
Compre: Submarino | Saraiva | Amazon  
Sinopse (Skoob): Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. "Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vodu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim..."

A história é narrada em primeira pessoa por Ethan Wate, um garoto que mora em Gatlin, uma pequena cidade nos Estados Unidos habitada por pessoas arraigadas, onde raramente algo diferente acontece, onde aquilo que quebra a rotina é odiado.

Logo após acordar de um estranho sonho onde tentava salvar uma garota desconhecida, que sempre se repete, Ethan deve ir à escola, para o primeiro dia de um novo ano letivo. Na escola, conhece uma nova estudante, Lena Duchannes, parente do recluso da cidade, Macon Ravenwood, que é mal visto pelos habitantes da cidade.

2 de outubro de 2013

Magia: especialidades mágicas

Em outro post, mencionei que os bruxos em minhas histórias costumam possuir especialidades mágicas. Isso ainda não foi abordado em meus contos, mas as especialidades mágicas são citadas em meus livros.

Leia um pouco sobre os meus livros e sagas:

Especialidades mágicas são habilidades especiais que os bruxos adquirem de maneira espontânea — é uma habilidade que permanece latente em sua mente, desde o seu nascimento até o momento em que descobre seus poderes mágicos e, com isso, sua especialidade mágica. Em alguns casos, o bruxo precisa empreender certo esforço para desenvolvê-la, embora isso seja raro.

Em geral, essas especialidades são habilidades impossíveis de serem reproduzidas por outros bruxos — a menos que este ou estes criem um objeto mágico. São exclusivas de cada um, e não existem dois bruxos com a mesma especialidade mágica, ainda que sejam muito semelhantes. Comumente envolvem coisas como vidência — a qual possui diversos subtipos, como a capacidade de enxergar linhas de vida, também citadas em outra ocasião —, controle sobre determinado tipo de matéria ou controle de mentes — que, aliás, é algo muito raro, e apenas bruxos com poder mental muito grande conseguem desenvolver uma especialidade como essa, caso a tenha.

O comum é que cada bruxo possua uma especialidade mágica, mas há aqueles que não possuem nenhuma, ou, mais raramente, os que possuem duas ou três. Neste caso, a segunda e a terceira especialidades mágicas permanecem latentes mesmo após a manifestação dos poderes mágicos e da primeira especialidade mágica, e é necessário que o bruxo treine um pouco sua magia e desenvolva melhor suas habilidades (leia aqui sobre o assunto) antes que se torne capaz de desenvolvê-la.

Existem, é claro, muitos mais detalhes a respeito, portanto, falarei mais sobre o assunto caso seja necessário.

1 de outubro de 2013

Outubro: metas de leitura

1. Trilogia do Mago Negro


Em minhas metas para setembro, estava o livro O Clã dos Magos, primeiro volume da Trilogia do Mago Negro. Neste mês, lerei os dois últimos volumes, para os quais tenho grandes expectativas.

2. O Guia de Eragon para a Alagaësia


Comprei este livro junto com a Trilogia do Mago Negro. Fazia muito tempo que eu estava para comprá-lo e nunca baixava o preço. Dessa vez, decidi comprar apesar do preço, que aparentemente nunca vai baixar. O livro contém algumas informações extras sobre os quatro volumes do Ciclo da Herança e muitas ilustrações; eu espero apreciar a leitura.

3. A Casa de Hades


Nem preciso falar que estou morrendo para ler este livro. Ele será lançado na semana que vem, no dia oito, e provavelmente levará alguns dias para chegar às livrarias. Como o encomendei pela internet, na pré-venda, a espera é de 20 dias — e os spoilers que vazaram só me deixaram mais ansiosa para ler o livro. Não deixe de conferir minhas expectativas para o livro A Casa de Hades.

4. Trilogia Dragões de Éter


Havia muito tempo que eu estava curiosa para ler esta trilogia. Ouvia falar muito bem dela, e quando vi o box por um ótimo preço, resolvi aproveitar e comprei. Em breve expressarei minhas opiniões sobre essa trilogia.


Como encomendei A Casa de Hades e Dragões de Éter recentemente, não sei se os livros chegarão a tempo de ser lidos em outubro, embora eu espere que sim. Enquanto isso, terminarei de ler os livros da Trilogia do Mago Negro e os três primeiros volumes de Heróis do Olimpo.

[Escrita] Criação de personagens


Neste post falarei um pouco sobre minhas próprias experiências para a criação de personagens para meus livros e contos — e, claro, não tenho o intuito de criar receitas para a caracterização de personagens, pois cada história é uma história e cada um tem seu jeito de criar e descrever os próprios personagens. Aliás, os demais escritores que porventura venham a ler isto estão mais do que convidados a debater seus métodos nos comentários.

Pensei em escrever essa postagem devido a um debate em um grupo para escritores no Facebook (o grupo Escritor da Depressão), sobre alguns spoilers do livro A Casa de Hadesnão citarei o spoiler aqui para não estragar a surpresa de quem ainda não ficou sabendo, embora não seja um spoiler muito grave, em minha opinião. Quem recebeu o spoiler saberá do que estou falando. PEÇO QUE, CASO PRETENDAM COMENTAR NESTE POST, EVITEM REVELAR SPOILERS.

29 de setembro de 2013

Tag: incentivo à leitura

Fui indicada à tag pela Luana, do blog Bisbiblogando. Aproveito para agradecer pela indicação!

As regras são simples: basta recomendar um livro de que tenha gostado e indicar 10 blogs para responderem à tag.

O que eu recomendo

Num primeiro momento, pensei em indicar Elantris, que foi, sem dúvida, um dos melhores livros que já li (e não conheço quase ninguém que tenha lido). Todavia, esse livro já foi resenhado e já o mencionei diversas vezes, assim, resolvi indicar um outro livro, que também não é tão conhecido e que não citei muitas vezes.

Indico A Arma Escarlate, de Renata Ventura. O livro superou minhas expectativas. Foi inspirado pela saga Harry Potter, e levou a autora a imaginar como seria uma escola de magia no Brasil. O livro está cheio de referências ao mundo de Harry Potter e se passa em 1997 — o ano em que Harry Potter e a Pedra Filosofal foi publicado na Inglaterra, e há referências a isso também.

Ainda assim, recomendo o livro mesmo para os que não são fãs de Harry Potter. Além de criar um novo mundo fantástico e bastante detalhado e muitos personagens interessantes, Renata Ventura explora outras questões, como problemas sociais e os próprios sentimentos e atitudes dos personagens, o que os tornam muito reais, além de criticar a maneira como é constituído o nosso sistema educacional.

Confiram a sinopse:

O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo.

Blogs indicados



E também indico a qualquer outro blog que tenha algum livro para indicar!

26 de setembro de 2013

Top 5: meus personagens favoritos

Confiram meus cinco personagens favoritos! Estão em ordem de preferência, e expliquei de maneira resumida o motivo de merecerem estar nesta lista. Listá-los não foi fácil (é tão difícil quanto escolher um livro favorito), a não ser pelo primeiro, sobre o qual eu tenho certeza, e a lista pode sofrer alterações conforme eu leia novos livros e conheça novos personagens ou releia algum livro e decida que gosto mais de fulano que de ciclano.

[1] Kvothe




Kvothe é o protagonista da saga A Crônica do Matador de Rei, e por vários motivos ocupa o primeiro lugar da lista. É até mesmo difícil listá-los. Talvez ele tenha todas as qualidades que eu prezo em um personagem: é inteligente, sarcástico, e resolve os problemas por que passa da maneira mais inesperada. Faz coisas que os demais sequer sonham existir, ainda que seja tão comum quanto as demais pessoas. É o tipo de pessoa que quebra as regras e ainda consegue que as pessoas o recompensem — apesar de passar pela punição.

[2] Luna Lovegood




Luna Lovegood é personagem da saga Harry Potter, e aparece pela primeira vez em Harry Potter e o Cálice de Fogo. É uma pessoa diferente, cheia de excentricidades, mas ainda assim inteligente e bastante criativa. Eu gosto da maneira como a personagem não se incomoda com o estranhamento e os comentários maldosos dos demais e se contenta em ser ela mesma, sem ter de mudar devido ao que os outros pensam.

[3] Saphira




Saphira é um dragão, personagem de O Ciclo da Herança. Nesta série, os dragões não são apenas animais, mas seres pensantes, com gostos, opiniões e personalidades. E eu simpatizo com a personalidade de Saphira: corajosa e leal, mas sempre consegue o que quer.

[4] Hermione Granger




Hermione também é personagem da série Harry Potter, e apesar de ser o oposto de Luna, sempre racional e com os pés no chão, é também muito inteligente — e sabe que apenas isto não basta. É o tipo de pessoa que nunca perde a cabeça em situações difíceis, e sempre sabe o feitiço que vai resolver o problema. É também indispensável — sem ela, Harry e Rony “não teriam durado dois dias”, nas palavras de Rony.

[5] Percy Jackson




Percy Jackson é o protagonista das séries Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo. Apesar de seus defeitos, eu gosto bastante dele e de seu jeito sarcástico. Admiro a maneira como ele se preocupa com seus deveres e está disposto a fazer quase tudo para salvar o mundo, embora faça algumas besteiras ao longo do processo (como explodir uma montanha e quase libertar o monstro mais temido pelos deuses).

Estes são, por enquanto, meus personagens favoritos (observem que eles não refletem exatamente a mesma ordem dos meus livros ou sagas favoritos, porque eu acredito que gostar de uma história é diferente de gostar daqueles que fazem parte dela).

Comentem: quais são seus personagens favoritos?

Resenha | Elantris

Título: Elantris
Autor: Brandon Sanderson
Ano de publicação: 2012
Editora: Leya
Número de páginas: 576
Compre: Submarino | Saraiva | Amazon
Sinopse (Skoob): O príncipe Raoden, de Arelon, foi um dos tocados pela maldição que o levou a viver, ou a tentar sobreviver, em meio à loucura e maldições da cidade caída que, desde a maldição, tornara-se um cemitério para os que foram amaldiçoados. Prestes a se casar com Sarene, filha do rei de um país vizinho de Arelon – uma mulher que nem chegou a conhecer pessoalmente, mas que, mesmo com um casamento politicamente forçado, passou a conviver por meio de cartas – o príncipe é dado como morto, uma situação que parece ser irremediável, mas que precisa de explicações. E são esses mesmos esclarecimentos que Sarene procura ao chegar em Arelon e descobrir que tornara-se viúva antes mesmo de conhecer seu marido. E a partir daí começa a entender que terá que tomar conta de tudo sozinha, principalmente de um homem chamado Hrathen, um dos mais poderosos nobres, que está disposto a substituir o rei Iadon, pai de Raoden, para poder converter o país à religião Shu Dereth. Elantris, que intercala capítulos sobre Raoden, Sarene e Hrathen, é uma obra cheia de energia e histórias fantásticas que não permite que o leitor pense em outra coisa, senão, na cidade de Elantris e suas maldições.

Elantris foi um dos livros que mais me surpreendeu em 2013. Eu o comprei pois a capa me chamou a atenção em um de meus habituais passeios pela livraria, e a sinopse me agradou; além disso, tinha quase certeza de que ia gostar, pois se encaixava em meu gênero literário favorito: a fantasia. Ainda assim, o livro me surpreendeu completamente. Esperava uma história completamente diferente, e a história que realmente trazia era muito melhor que a que eu imaginara.

25 de setembro de 2013

Magia: Imortais

Imortais são bruxos especiais, que são abordados no livro A Ordem dos Imortais Benignos, embora também apareçam em A Batalha das Fraternidades, e talvez sejam abordados em A Irmandade do Diamante Negro.

Leia também:

Os Imortais podem nascer assim, herdando a condição de um ou de ambos os pais, ou podem adquiri-la. Para isso, precisam tocar o Diamante Azul (que é elemento central do livro A Ordem dos Imortais Benignos), um objeto mágico muito complexo que encerra em seu interior a Magia da Imortalidade.

Leia também:

A Magia da Imortalidade existe de maneira espontânea, não foi criada por nenhum ser pensante (e isto sequer é possível). Não se sabe de onde surgiu nem por quê, apenas que isto aconteceu há muito tempo, pois em Myhorr há registros muito antigos da existência de Imortais. Até mesmo capturar sua essência para criar um objeto mágico que a contivesse foi dificílimo, e apenas uma pessoa conseguiu: uma Imortal chamada Izira (personagem do livro A Ordem dos Imortais Benignos).

Os Imortais e a Magia da Imortalidade existem numerosamente apenas em Myhorr; não há registros de sua existência no Universo da Magia ou Universo Simples; isto será explorado no livro A Ordem dos Imortais Benignos.

Leia também:

Além de terem uma vida supostamente infinita1, os Imortais são mais resistentes, de forma que não precisam comer com tanta frequência, e dificilmente ficam doentes. Têm maior poder mental e, por isso, seus feitiços são mais poderosos e mais eficientes. Esse maior poder mental, contudo, vem com um preço: eles se distraem com mais facilidade, o que pode ser ruim em uma sala de aula ou em um duelo mágico com algum bruxo que esteja tentando matá-lo.

1Não se sabe se eles realmente vivem eternamente, ou se suas linhas de vida são finitas, mas foram tão esticadas pela Magia da Imortalidade que os bruxos cuja especialidade mágica lhes permite, de algum modo, enxergá-la, são incapazes de ver seu final.

PS: mais para a frente falarei um pouco sobre linhas de vida e especialidades mágicas.

24 de setembro de 2013

Opinião: Os Diários do Semideus

Recentemente, li o livro Os Diários do Semideus, um livro extra da saga Heróis do Olimpo (saiba mais aqui). Trata-se de um livro no mesmo estilo de Os Arquivos do Semideus, com algumas informações extras sobre o Acampamento Meio-Sangue e o mundo dos semideuses, alguns jogos e algumas histórias curtas sobre o mundo de Percy Jackson. Como em Os Arquivos do Semideus, o maior atrativo de Os Diários do Semideus, para mim, foram as histórias. Neste volume, são quatro, três escritas por Rick Riordan e uma por seu filho, Haley Riordan.

A primeira história se chama O Diário de Luke Castellan e foi, talvez, a mais interessante dentre todas. É narrada sob o ponto de vista de Luke e conta uma de suas aventuras com Thalia, quando os dois viviam sozinhos, tentando sobreviver sem ajuda aos ataques de monstros. O que mais gostei nesta história foi de ver como Luke, já naquela época, se ressentia dos deuses e da maneira como estes na maioria das vezes ignoram seus filhos, embora se demonstrasse honesto e se incomodasse com as outras pessoas.

Isso não mudou muito a maneira como eu vejo o personagem. Ao contrário de muitos fãs, que o perdoaram devido a suas atitudes em O Último Olimpiano, eu não gosto dele. Muitos outros semideuses se ressentiam de seus parentes divinos (até mesmo Percy), mas não só por isso apoiaram Cronos. Não estou dizendo, é claro, que este foi o único motivo que o levou a se aliar a Cronos, porém, ainda tenho a sensação de que o ressentimento de Luke contra seu pai foi se tornando cada vez mais forte, e por isso ele se deixou levar pelo titã.

PS: não estou condenando nenhum fã que goste de Luke, vocês têm todo o direito de gostar dele e certamente têm motivos para perdoá-lo. Pois, apesar de suas fraquezas, ele conseguiu, no final, deter Cronos, e embora não possa apagar o que fez no passado, uma pessoa pode mudar.

As demais histórias de Rick Riordan são mais leves. Não têm nada de extraordinário, pois são histórias curtas com tramas simples, mas são bastante divertidas e o prendem à leitura. Percy Jackson e o Cajado de Hermes tem como personagens Percy e Annabeth e Leo Valdez e a Busca por Buford tem Leo (um dos meus personagens favoritos da série), Jason e Piper. Como esta última conta um pouco da construção do navio Argo II, é bom ler O Herói Perdido antes de iniciar a leitura de Os Diários do Semideus.


Quanto à história de Haley Riordan, O Filho da Magia, eu estava receosa. Tinha baixas expectativas, assim me surpreendi de maneira positiva. Não sei o quanto (e se) Rick Riordan o ajudou com a história, mas foi bem escrita, e nota-se que o filho possui um estilo de escrita diferente, para um público alvo um pouco mais velho. Não há tantas piadas, e a história é narrada sob dois pontos de vista — um mortal muito inteligente (Claymore) e um semideus (Alabaster) que fez parte do exército de Cronos, filho de Hécate. 

É bastante interessante observar como o Claymore lida com o mundo que lhe é apresentado e tenta deter os monstros à sua maneira. Também somos apresentados às crenças de Alabaster, que ainda se ressente dos deuses, mesmo que seu lado tenha sido derrotado. Além disso, Haley propõe explicações para questões que nunca foram respondidas em Percy Jackson e os Olimpianos ou Os Heróis do Olimpo, como, por exemplo, a existência da Névoa, uma magia que impede que os mortais vejam os monstros e outros seres ou artefatos mitológicos da maneira como realmente são. A história não me decepcionou nem um pouco, e eu espero poder ler mais em breve!

19 de setembro de 2013

Mataria para ler neste exato instante: A Casa de Hades

Criei esta seção, “Mataria para ler neste exato instante”, para falar um pouco sobre os livros que eu quero muito ler, mas que não posso pois ainda não foram lançados. Mas não se preocupem, pois não vou matar ninguém.

Para estrear essa seção, escolhi o livro A Casa de Hades, de Rick Riordan, quarto volume da série Heróis do Olimpo.

AVISO: ESTE POST PODE CONTER SPOILERS DOS TRÊS PRIMEIROS VOLUMES DE HERÓIS DO OLIMPO.

  
Confira a sinopse:

Hazel está diante de uma encruzilhada. As forças de Gaia estão decididas a impedi-los de avançar a alcançar seu objetivo: chegar à Casa de Hades, nas terras antigas, para resgatar Percy e Annabeth e fechar definitivamente as Portas da Morte, impedindo os monstros de retornarem ao mundo mortal. Ela e o que restou da tripulação do Argo II sabem o que precisa ser feito, mas todos os caminhos parecem levar ao fracasso de sua missão. Entretanto, eles precisam se decidir e agir rápido. O tempo está passando. A sanguinária Mãe Terra escolheu o dia primeiro de agosto para o seu despertar.
 
No Tártaro, Annabeth e Percy passam por grandes dificuldades. Famintos, com sede e feridos, mal conseguem andar pelo território sombrio e venenoso repleto de inimigos que espreitam na escuridão. Não há como descobrir onde ficam as Portas da Morte. E mesmo que soubessem sua localização, uma legião formada pelos monstros mais poderosos e fiéis a Gaia estará lá para guardá-las. Nesse momento, Annabeth e Percy não estão em condições de enfrentá-los em um combate.
 
Apesar da enorme desvantagem, Hazel, Annabeth, Percy e os outros semideuses da profecia sabem que sua única opção é tentar o impossível. Quando os riscos são maiores do que nunca, é somente a amizade entre os semideuses gregos e romanos, aprendendo a trabalhar juntos, que poderá salvar não só os acampamentos, mas também o mundo.

Leia o primeiro capítulo do livro no site Percy JacksonBrasil.

Resenha | A Elite

Título: A Elite (A Seleção #2)
Autora: Kiera Cass
Ano de pulicação: 2013
Editora: Seguinte
Número de páginas: 360
Compre: Submarino | Saraiva | Amazon
Sinopse (Skoob): A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

OBS: ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DO VOLUME ANTERIOR, A SELEÇÃO.

Em A Elite, restam apenas seis garotas na competição para se casar com Maxon e ficar com a Coroa, dentre elas, America. Porém, America não sabe se realmente quer ficar com Maxon — especialmente porque seu antigo namorado, Aspen, agora é um guarda do palácio —, e não se sente capaz de administrar um país — mas deve tomar uma decisão.

18 de setembro de 2013

Magia: Garn

Garn é um objeto mágico que foi mencionado no conto A Perdição de Kenza. Como já explicado em outro artigo, objetos mágicos são objetos impregnados com magia a partir de um conjunto de feitiços complexos que conferem a esse objeto uma propriedade mágica. Podem ser confeccionados em diversos tipos de materiais.


Divergente: o que espero da conclusão da trilogia

O terceiro volume da trilogia distópica Divergente, Allegiant, será publicado em outubro nos EUA (22/10/2013, mais exatamente). Infelizmente, não há data de publicação definida para o Brasil. Como já li os dois primeiros volumes, estou muito ansiosa para ler o terceiro (quem leu Insurgente saberá por quê). Assim, decidi fazer um post listando o que espero no volume da conclusão da saga. Por motivos óbvios, este post poderá conter SPOILERS de Divergente e Insurgente.

Leia as resenhas já publicadas da trilogia:

17 de setembro de 2013

[Escrita] Apresentar um novo mundo ao personagem é necessário para fazer mistério?


Meu intuito neste post não é criar uma receita para introduzir o universo de sua história aos leitores ou para criar um clima de mistério. Tampouco dizer “não deixe seu personagem descobrir um mundo oculto”. É apenas um questionamento que tem passado por minha mente ultimamente, e resolvi falar sobre isso aqui.

13 de setembro de 2013

Meus Mundos: Larran

Larran é outro mundo que foi criado por mim. É explorado em A Batalha das Fraternidades, embora não tanto quanto Myhorr e não logo no primeiro volume.

Leia também:


Larran, diferentemente de Myhorr, está localizado no Universo da Magia. Por isso, lá os bruxos são mais poderosos, os feitiços, mais eficazes e os segredos da magia, mais conhecidos. Uma vez que, como já dito em outro post, o Universo da Magia, por ser mais antigo e por ser aquele do qual os demais se derivaram, é aquele onde o ambiente é o melhor para a manipulação da magia.

Ainda assim, Larran é muito semelhante a Myhorr ou ao nosso mundo, na Terra, tanto na fisionomia e cultura das pessoas como também em relação ao ambiente.

O único país de Larran citado em A Batalha das Fraternidades (até o ponto em que escrevi) é Irkka, onde se passa a lenda das Pilhas do Poder, objeto mágico que será explorado durante a saga.


A história e cultura deste país não foram muito exploradas, e eu não a detalhei, uma vez que este mundo não será muito explorado em A Batalha das Fraternidades. Ainda não sei se utilizarei este mundo em outras histórias; no momento, nenhuma ideia envolvendo esse mundo me ocorreu. Isto, porém, pode acontecer no futuro, quando eu chegar à parte em que, na saga A Batalha das Fraternidades, parte da trama ocorrerá em Larran.

12 de setembro de 2013

Setembro: metas de leitura

Como muitos outros leitores, eu tenho uma lista enorme de livros que tenho vontade de ler, tanto em PDF/e-book quanto livros impressos. E, a exemplo de muitas pessoas, fico muito indecisa para escolher minha próxima leitura, e passava mais tempo tentando decidir o que ler do que lendo realmente (o que pode ser ruim se você tem pouco tempo livre). Já tentei criar metas no Skoob e arrumar a estante na ordem em que os leria, mas quando retornei ao site estava tudo fora de ordem.

Assim, resolvi criar aqui uma “meta de leitura”, fazendo uma lista dos livros que tenho vontade de ler. Vou procurar lê-los na ordem em que os listei aqui, para não voltar a ter os problemas que estava tendo com o Skoob ou com as listinhas manuais.

[1] Percy Jackson e os Olimpianos (Rick Riordan)




Na realidade, vou reler. Já tinha relido O Ladrão de Raios neste ano, então decidi ler o restante da saga neste mês. Em parte porque eu gosto de reler os livros dessa série (assim como gosto de reler Harry Potter), em parte porque queria relembrar os acontecimentos mais importantes para ler A Casa de Hades em outubro. Já comecei a reler O Mar de Monstros.

[2] Heróis do Olimpo (Rick Riordan)




Também pretendo reler os três primeiros volumes de Heróis de Olimpo (O Herói Perdido, O Filho de Netuno e A Marca de Atena) pelos mesmos motivos: relembrar os acontecimentos mais importantes. Não vou relê-los exatamente este mês, mas gostaria de ter tempo de ler todos antes que lance o livro A Casa de Hades.

[3] O Clã dos Magos (Trudi Canavan)




Esse eu já comecei a ler (e, para a minha alegria, estou gostando). Foi um dos presentes de aniversário para mim mesma (além do restante dessa trilogia, de Cidade das Almas Perdidas, sobre o qual comentei em outro post e cuja resenha será postada em breve e os livros que citarei abaixo).

[4] Livros extras da saga Harry Potter (J. K. Rowling)



Compõem este conjunto os livros Os Contos de Beedle, O Bardo, Animais Fantásticos & Onde Habitam e Quadribol Através dos Séculos. Já tinha lido antes Os Contos de Beedle, O Bardo, mas, como gostei, resolvi comprar e reler, e mais tarde farei um post para falar exclusivamente sobre esse livro. Quanto aos demais, havia tempo que eu estava com vontade de ler, como boa fã de Harry Potter.

[5] Rangers: Ordem dos Arqueiros - Volume 1: Ruínas de Gorlan (John Flanagan)



Este lerei em e-book (pois tenho muitos e-books que gostaria de dar conta de ler, e de qualquer forma não possuo o livro). Já ouvi falar muito bem dele, embora também tenha visto resenhas negativas, e estou curiosa para lê-lo. Se gostar, considerarei adquirir toda a série (que tem 11 livros; alguns escritores realmente acreditam que todos os seus leitores são milionários).

Ademais, neste mês pretendo levar a sério minha meta de ler dois livros ao mesmo tempo. Já tentei fazer isso várias vezes, mas me prendia à história de um dos livros e acabava deixando o outro para depois. Dessa vez, vou ler um livro num dia e o outro livro no dia seguinte, e vou trazer comigo apenas um, para não me sentir tentada a acabar rapidamente com a história de um deles.

Resenha | A Seleção

Título: A Seleção (A Seleção #1)
Autora: Kiera Cass
Ano de publicação: 2012
Editora: Seguinte
Número de páginas: 368
Compre: Submarino | Saraiva | Amazon
Sinopse (Skoob): Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

A Seleção é um livro distópico, assim como muitos outros, porém, um tanto diferente. Em primeiro lugar, difere de todos os demais por ter uma monarquia. Em Illéa, país que antes foi os Estados Unidos, a sociedade é dividida em castas, numeradas de 1 a 8, sendo que 1 corresponde aos monarcas e 8 aos mais pobres que existem no país. Quanto mais baixa sua casta, mais pobre você é e mais difícil sua vida. Ademais, os membros de cada casta possuem um leque limitado de profissões (sua função na sociedade) a serem seguidas. Quando o herdeiro da família real atinge a maioridade (no caso, o príncipe Maxon), é feita a Seleção, um reality show (isso lembra alguma coisa?) onde 35 garotas das castas 2 a 8 são selecionadas para viver no palácio durante uma temporada e disputar pelo príncipe e, é claro, pela coroa; o príncipe escolherá sua futura esposa dentre essas garotas.

11 de setembro de 2013

10 de setembro de 2013

Leituras de agosto

Listei abaixo os livros que li neste mês de agosto e uma breve opinião sobre eles. Sei que está um pouco atrasado (agosto já terminou faz tempo), mas estive sem tempo para escrever nestas últimas semanas devido às provas e a alguns imprevistos. Em breve postarei as resenhas desses livros.

[1] Cidade das Almas Perdidas

  
Sinopse (Skoob): Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?

Avaliação: 4 estrelas.

O que eu achei: melhor que o quarto (Cidade dos Anjos Caídos), embora não supere Cidade de Vidro (o terceiro volume). Em minha opinião, Clary estava bastante inconsequente, embora eu tenha gostado dos capítulos sob seu ponto de vista, onde conhecemos um pouco mais a respeito de Sebastian (ou Jonathan Morgenstern) e até mesmo sobre Valentim e as diferenças entre as crenças de ambos. Simon (um dos meus personagens favoritos nessa saga) continuou tendo bastante destaque neste livro, a exemplo do ocorrido no volume anterior. A única coisa que me incomodou foi que a autora deixou muita coisa para ser resolvida no sexto e último volume, assim, tenho medo de que algumas cenas fiquem apressadas demais. Afinal, esses dois livros pareceram ser apenas uma introdução à nova trama, de forma que os principais acontecimentos ficaram para o último volume.

Enquanto pesquisava, encontrei algumas fanats interessantes, cujos desenhos se assemelham à maneira como imaginei os personagens. Os créditos e links da imagem estão no final da postagem.



[2] Diários do Semideus


Sinopse (Skoob): Todo jovem semideus precisa se preparar para um árduo futuro: destruir monstros, aventurar-se pelo mundo e lidar com os temperamentais deuses gregos e romanos. Nesse volume recheado de relatos inéditos, retratos e entrevistas com personalidades do Olimpo, diagramas e brincadeiras criados pelo Escriba Sênior do Acampamento Meio-Sangue, Rick Riordan, Percy Jackson e seus amigos vão encarar inimigos perigosos e tarefas mortais. As lições aprendidas com essas histórias poderão salvar a vida de qualquer semideus!

Avaliação: 3 estrelas.

O que eu achei: estava bastante ansiosa para ler as histórias extras que vinham neste livro, três escritas por Rick Riordan e uma por seu filho, Haley Riordan. Gostei particularmente da primeira delas, O Diário de Luke Castellan, que mostrou um pouco sobre a jornada de Luke, Thalia e Annabeth, tantas vezes mencionada em Percy Jackson e os Olimpianos, e também um aprofundamento do personagem Luke e dos motivos que o levaram a se aliar a Cronos mais tarde. As outras duas histórias, Percy Jackson e o Cajado de Hermes e Leo Valdez e a Busca por Buford, apesar de simples, foram bastante divertidas. Quanto à história escrita por Haley Riordan, Filho da Magia, eu não sabia o que esperar, e me surpreendi. Realmente foi interessante ler a respeito do porquê de os monstros poderem farejar semideuses e sobre a origem da Névoa. Ademais, a história é narrada sob dois pontos de vista: de um semideus que lutou no exército de Cronos e de um mortal. Mais tarde publicarei um post para falar exclusivamente sobre este livro.

[3] Feita de Fumaça e Osso


Sinopse (Skoob): Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu. Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo. O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

Avaliação: 4 estrelas.

O que eu achei: o livro me surpreendeu. Eu esperava uma história mais simples, com foco no romance e alguma trama sobre anjos como pano de fundo. No começo, realmente parecia ser isso, e demorei um pouco para engrenar na leitura (a ponto de parar de lê-lo durante alguns dias e dar atenção a outro livro). Porém, a partir de certo ponto a leitura começa a fluir e a história se torna mais interessante. Há bastante foco no romance, é claro, mas os personagens têm personalidades bem definidas e os protagonistas são muito bem explorados. Ao longo do livro, nos são revelados detalhes sobre a guerra entre as quimeras e os serafins, e tudo é explicado — desde a estranha magia praticada pelas quimeras até o título do livro, que não é tão metafórico quanto eu esperava. Ademais, gostei da atitude da protagonista no final da história: sua decisão (quanto a esta questão, pelo menos) foi sensata e plausível, e tornou a história menos previsível. Não falarei mais sobre isso para não revelar spoilers. Estou ansiosa para ler o segundo volume, Dias de Sangue e Estrelas.

Uma fanart interessante que encontrei, que retrata os personagens mais ou menos da maneira como os imaginei (os créditos e links da imagem estão no final da postagem):


Como perceberam, além de não ter tido tempo para atualizar o blog, também não me restou muito tempo para a leitura. Espero que neste mês de setembro consiga arranjar mais tempo para ler (e também para escrever).

Além desses três livros, também reli Harry Potter e a Câmara Secreta, uma vez que nunca me canso de reviver esta história maravilhosa! Talvez também faça uma resenha dele, como fiz com Harry Potter e a Pedra Filosofal (confira a resenha aqui).

Imagens:
  • Imagem 1: encontrei no blog Feel the Pages; o nome do autor está na imagem;
  • Imagem 2: desenho de kara-lija no DevianArt;
  • Imagem 3: desenho de Calivel no DevianArt.